União e PP apoiam Alcolumbre com 12 cadeiras em 2027
A federação formalizou apoio à recondução no Senado; suas 12 cadeiras equivalem a 29,3% dos 41 votos necessários no primeiro turno.

A federação formada por União Brasil e PP declarou nesta terça-feira (27) apoio à recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. A nota foi assinada pelos presidentes nacionais das siglas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira.
Os dois partidos terão 12 senadores em 2027, seis de cada legenda. O endosso fortalece Alcolumbre, mas representa 29,3% dos 41 votos exigidos para vencer no primeiro turno.
O peso das 12 cadeiras
A eleição será em 1º de fevereiro de 2027. O Senado tem 81 cadeiras, e a maioria absoluta exige 41 votos. A federação sozinha fica 29 votos abaixo desse piso.
O PL terá 28 senadores e pretende lançar Rogério Marinho (PL-RN), segundo o Congresso em Foco. Mesmo uma soma hipotética entre PL e União-PP chegaria a 40 cadeiras, uma a menos que a maioria. As siglas, porém, agora estão em campos opostos.
União-PP tem menos de um terço dos votos necessários
Cadeiras na próxima legislatura, comparadas ao mínimo para eleger o presidente
| Grupo ou referência | Cadeiras ou votos | Proporção dos 81 |
|---|---|---|
| PL | 28 | 34,6% |
| União Brasil e PP | 12 | 14,8% |
| Soma hipotética dos dois grupos | 40 | 49,4% |
| Maioria absoluta no 1º turno | 41 | 50,6% |
Fonte: G1 e Congresso em Foco. Soma e percentuais: elaboração da redação.
Essas contas medem cadeiras, não votos assegurados. A escolha do presidente é secreta, e o parlamentar não é obrigado a seguir a orientação da sigla.
A disputa dentro e fora da federação
O apoio também cria um obstáculo para Tereza Cristina (PP-MS). Ela havia manifestado publicamente interesse em disputar a presidência, mas agora enfrenta a posição do próprio partido, segundo o G1.
Alcolumbre já recebeu manifestações favoráveis de Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA). Essas declarações são individuais e não equivalem a um endosso formal das duas bancadas.
Marinho já disputou o cargo em 2023. Recebeu 32 votos e perdeu para Rodrigo Pacheco, que obteve 49. O histórico mostra que o vencedor precisa buscar apoio fora da própria bancada.
Alcolumbre presidiu o Senado entre 2019 e 2021 e reassumiu em 2025. Se for reconduzido, chegará ao terceiro período no comando da Casa, segundo o Congresso em Foco.
O que diz a federação União-PP: Na nota, Rueda e Ciro Nogueira afirmam que a continuidade de Alcolumbre contribui para “a estabilidade institucional e o equilíbrio político”. Eles também defendem um Congresso “forte, independente e capaz de transformar o diálogo em resultados concretos”.
O que vem agora
A disputa segue aberta até fevereiro. Alcolumbre precisa ampliar o apoio além da federação, enquanto Marinho busca uma coalizão em torno do PL. A posição oficial de Tereza Cristina após a nota ainda não foi divulgada nas fontes consultadas.
O resultado definirá quem conduz a pauta do Senado nos dois primeiros anos do novo mandato de Lula. Isso inclui votações de projetos, indicações de autoridades e propostas de emenda à Constituição.
Como fizemos: Comparamos a nota da federação publicada pelo G1 com a apuração do Congresso em Foco. As regras da eleição foram confirmadas na Agência Senado. Dividimos as cadeiras por 81 e os 12 apoios declarados pelos 41 votos mínimos. A soma de 40 é apenas aritmética, não uma aliança anunciada. Acesso em 27/10/2026.
Fontes
- Federação União-PP anuncia apoio à reeleição de Alcolumbre — G1 (27/10/2026)
- Federação União-PP declara apoio à recondução de Davi Alcolumbre — Congresso em Foco (27/10/2026)
- Presidente e governadores eleitos tomam posse em novas datas em 2027 — Agência Senado
- Plenário do Senado em 19 de agosto de 2025 — Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
