União e PP apoiam Alcolumbre com 12 cadeiras em 2027

A federação formalizou apoio à recondução no Senado; suas 12 cadeiras equivalem a 29,3% dos 41 votos necessários no primeiro turno.

Publicado em

Leitura3 min de leitura

Davi Alcolumbre, à direita, Omar Aziz e a senadora Dorinha Seabra sentados na mesa do plenário do Senado.
Alcolumbre, à direita, com Omar Aziz e Dorinha Seabra durante sessão do Senado em 19 de agosto de 2025.Foto: Saulo Cruz / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A federação formada por União Brasil e PP declarou nesta terça-feira (27) apoio à recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. A nota foi assinada pelos presidentes nacionais das siglas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira.

Os dois partidos terão 12 senadores em 2027, seis de cada legenda. O endosso fortalece Alcolumbre, mas representa 29,3% dos 41 votos exigidos para vencer no primeiro turno.

O peso das 12 cadeiras

A eleição será em 1º de fevereiro de 2027. O Senado tem 81 cadeiras, e a maioria absoluta exige 41 votos. A federação sozinha fica 29 votos abaixo desse piso.

O PL terá 28 senadores e pretende lançar Rogério Marinho (PL-RN), segundo o Congresso em Foco. Mesmo uma soma hipotética entre PL e União-PP chegaria a 40 cadeiras, uma a menos que a maioria. As siglas, porém, agora estão em campos opostos.

União-PP tem menos de um terço dos votos necessários

Cadeiras na próxima legislatura, comparadas ao mínimo para eleger o presidente

Grupo ou referência Cadeiras ou votos Proporção dos 81
PL 28 34,6%
União Brasil e PP 12 14,8%
Soma hipotética dos dois grupos 40 49,4%
Maioria absoluta no 1º turno 41 50,6%

Fonte: G1 e Congresso em Foco. Soma e percentuais: elaboração da redação.

Essas contas medem cadeiras, não votos assegurados. A escolha do presidente é secreta, e o parlamentar não é obrigado a seguir a orientação da sigla.

A disputa dentro e fora da federação

O apoio também cria um obstáculo para Tereza Cristina (PP-MS). Ela havia manifestado publicamente interesse em disputar a presidência, mas agora enfrenta a posição do próprio partido, segundo o G1.

Alcolumbre já recebeu manifestações favoráveis de Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA). Essas declarações são individuais e não equivalem a um endosso formal das duas bancadas.

Marinho já disputou o cargo em 2023. Recebeu 32 votos e perdeu para Rodrigo Pacheco, que obteve 49. O histórico mostra que o vencedor precisa buscar apoio fora da própria bancada.

Alcolumbre presidiu o Senado entre 2019 e 2021 e reassumiu em 2025. Se for reconduzido, chegará ao terceiro período no comando da Casa, segundo o Congresso em Foco.

O que diz a federação União-PP: Na nota, Rueda e Ciro Nogueira afirmam que a continuidade de Alcolumbre contribui para “a estabilidade institucional e o equilíbrio político”. Eles também defendem um Congresso “forte, independente e capaz de transformar o diálogo em resultados concretos”.

O que vem agora

A disputa segue aberta até fevereiro. Alcolumbre precisa ampliar o apoio além da federação, enquanto Marinho busca uma coalizão em torno do PL. A posição oficial de Tereza Cristina após a nota ainda não foi divulgada nas fontes consultadas.

O resultado definirá quem conduz a pauta do Senado nos dois primeiros anos do novo mandato de Lula. Isso inclui votações de projetos, indicações de autoridades e propostas de emenda à Constituição.

Como fizemos: Comparamos a nota da federação publicada pelo G1 com a apuração do Congresso em Foco. As regras da eleição foram confirmadas na Agência Senado. Dividimos as cadeiras por 81 e os 12 apoios declarados pelos 41 votos mínimos. A soma de 40 é apenas aritmética, não uma aliança anunciada. Acesso em 27/10/2026.

Fontes