Dia de Celebração da África será em 25 de maio, propõe PL
Texto aprovado pela Câmara e enviado ao Senado prevê atividades educativas e culturais sobre contribuições africanas e raízes do Brasil.

O Senado analisará o Projeto de Lei 1.406/2025, que institui o Dia Nacional de Celebração da África em 25 de maio. A data coincide com o Dia Mundial da África e deverá reunir atividades educativas e culturais.
A proposta já foi aprovada pela Câmara. O texto busca reconhecer as contribuições africanas para a sociedade brasileira, valorizar as raízes culturais do país e estimular reflexões sobre diversidade e combate ao racismo.
O que a data pretende celebrar
O 25 de maio lembra a criação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963. A organização reuniu países do continente em torno da independência, da dignidade e da unidade. Em 2002, foi substituída pela União Africana.
O projeto brasileiro não cria um feriado nacional. Institui uma data comemorativa e incentiva atividades sobre história, cultura e contribuições dos povos africanos. A distinção evita confundir celebração oficial com suspensão do trabalho.
Texto mantém a data e altera o nome da celebração
Comparação entre a proposta original e o texto aprovado na Câmara
| Ponto | Proposta original | Texto aprovado |
|---|---|---|
| Nome | Dia Nacional da África | Dia Nacional de Celebração da África |
| Data | 25 de maio | 25 de maio |
| Atividades | Valorização das raízes africanas | Ações educativas e culturais |
| Feriado | Não previsto | Não previsto |
Fonte: Ficha do PL, parecer da Comissão de Cultura e Agência Senado. Elaboração: redação.
O relatório nacional apresentado no Senado destaca a influência africana na formação cultural, social e econômica do Brasil. Também menciona a necessidade de refletir sobre a diversidade étnico-cultural e o racismo estrutural.
Por que o tema chega ao Congresso
Uma data oficial não executa políticas públicas por si só. Ela estabelece um marco anual para escolas, instituições culturais e governos organizarem ações. O conteúdo e o alcance dependerão das programações realizadas.
O projeto trata de memória e educação, temas ligados à formação da cidadania. Para o leitor, a proposta oferece um ponto de acompanhamento: quais atividades serão realizadas e como representarão a história africana e afro-brasileira.
O senador Paulo Paim (PT-RS) apoiou a iniciativa na reportagem da Rádio Senado. Ele relacionou o reconhecimento da África à valorização da história brasileira e ao combate ao preconceito.
A proposta foi apresentada na Câmara em abril de 2025. O texto passou pelas comissões e chegou ao Senado em outubro de 2026. Ainda não há data de plenário informada na publicação oficial desta quarta-feira.
O que diz Paulo Paim: O senador afirmou que reconhecer a África é valorizar a história do Brasil e combater o preconceito. A posição foi divulgada pela Rádio Senado na apresentação da proposta que será analisada pela Casa.
O que vem agora
O Senado poderá manter ou alterar o texto aprovado pelos deputados. Se houver mudança de mérito, o projeto voltará à Câmara. Depois da aprovação final, ainda dependerá de sanção presidencial.
Até lá, não existe nova data nacional decorrente desse PL. A próxima etapa será a designação das comissões e dos relatores. O debate deverá detalhar como a celebração poderá ampliar ações educativas sem reduzir a cultura africana a uma programação simbólica anual.
Como fizemos: Comparamos a ementa original com o parecer da Comissão de Cultura e a apresentação do PL no Senado. A origem do 25 de maio foi conferida em fonte diplomática oficial. A análise distingue data comemorativa e feriado e não antecipa votação no Senado. Fontes acessadas em 28/10/2026.
Fontes
- Senado analisa criação do Dia Nacional de Celebração da África — Rádio Senado (28/10/2026)
- PL 1.406/2025 — matéria no Senado (acesso em 28/10/2026)
- PL 1.406/2025 — ficha de tramitação da Câmara (acesso em 28/10/2026)
- Parecer da Comissão de Cultura sobre o PL — Câmara dos Deputados
- Secretariado Executivo assinala Dia de África — CPLP (25/05/2026)
- Paulo Paim e Bohn Gass no Senado — Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
